A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado, de Liv Strömquist
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v6i3.35985Palavras-chave:
Arqueogenealogia Foucaultiana, Feminismo, Discursos, Mulher, Corpo, Gênero, História em QuadrinhoResumo
Ao desemaranhar Histórias em Quadrinhos (HQs) escritas por mulheres, atesta-se, a partir da análise (arqueogenealógica - Michel Foucault) discursiva dos enunciados e das contribuições dos estudos feministas, a problematização dos discursos de gênero, em que se presencia a viabilidade para a existência de falas femininas e de reivindicações de suas vontades (Ana Paula BARROS, 2017; 2019). As HQs são gêneros discursivos (à luz de BAKHTIN apud Robson COSTA, 2009) que, quando produzidas por quadrinistas homens, têm, em sua maioria, suas personagens mulheres representadas com uma feminilidade sensual, curvilínea e subserviente (Jessica EUGÊNIO, 2017). Se, há várias gerações, as mocinhas, de imagens dóceis e passivas eram preeminentes, as personagens mulheres nas HQs passaram a ser estereotipadas como personagens fortes e sensuais (Denise SIQUEIRA; Marcos VIEIRA, 2008), com corpos erotizados (BOFF, 2014; Ediliane BARROS, 2017). A hipersexualização do corpo da mulher, circunscrita pelo fetiche e imposta e repetida como padrão estético e como molde social, passa a ser denunciada e abandonada nos quadrinhos de mulheres, estes que têm um traço ou estilo identitário (EUGÊNIO, 2017). Sob o alicerce de sua formação em ciências sócias e, evidentemente, sob respaldos de suas próprias relações sociais, Liv Strömquist (2018), em A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado (título original, em sueco, Kunskapens Frukt), serve-se da HQ para pontear reflexões que permeiam as práticas culturais e institucionais, que se sucederam ao longo da história, de submissão dos corpos das mulheres.
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